Não permita que a mágoa e o rancor corroam a sua felicidade


O escritor, Friedrich Hebbel, faz uma pergunta retórica “Tens um inimigo? Que te importa? Terás à tua frente um homem de quem poderás fazer amigo”. Por isto, quando falares de um teu inimigo, nunca te esqueças de que, um dia, poderás vir a ser seu amigo.

Muitos de nós, ao nos sentimos ofendidos, começamos a fazer críticas aos nossos adversários. Saturamos nossa mente com pensamentos vingativos e os direcionamos àqueles que estão nos criticando. Muitas vezes, ficar irritado com as críticas é reconhecer que elas foram merecidas. Por isso “não respondas ao tolo segundo a sua estultícia, para que também te não faças semelhante a ele” (Provérbios 26.4). Uma atitude acertada é admitir a crítica que nos é direcionada. Não se trata de nos transformar em indivíduos ingênuos, permitindo que nossa autoestima seja destruída acreditando em toda a negatividade que vem em nossa direção. Porém, algumas vezes, há ocasiões em que concordar com a crítica satisfaz a expectativa do nosso adversário em expressar seu ponto de vista, além de nos possibilitar uma oportunidade de aprendizado sobre nós mesmos, ao verificar que há certa verdade na posição do outro.

Do outro lado, porém, sabemos que existem pessoas que criticam pelo mero prazer de criticar, talvez o melhor lugar para fazerem suas críticas seja na frente do espelho. O escritor A. B. Simpson é cortante e contundente: “Preferiria brincar com relâmpagos ou segurar em fios de alta tensão com sua corrente faiscante a pronunciar uma palavra precipitada contra qualquer servo de Cristo”.

Não devemos dar ouvidos às críticas destrutivas e calúnias. Nada é mais letal ao nosso crescimento espiritual do que alimentar o ódio contra os críticos. Não há como progredir na fé e, ao mesmo tempo, ficar ressentido. O ressentimento é antagônico ao progresso espiritual, é um inimigo da felicidade. Devemos evitar que males como a mágoa e o rancor corroam a nossa vida espiritual.

Pastora Keila Ferreira

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